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Pt. Barca | CDU acusa executivo de ter virado “a cara aos trabalhadores” durante a pandemia

De acordo com as intervenções na Assembleia Municipal do dia 29/06/2021 dos elementos da CDU, Assembleia essa que para os comunistas barquenses estava marcada pelo “Relatório e Contas de 2020 que agora somos chamados a apreciar”, o executivo liderado por Augusto Marinho “virou a cara aos trabalhadores não lhes atribuindo o justo suplemento de insalubridade, penosidade e risco”.

 

Para Arnaldo Pereira, “o documento apresentado traduz o adiar de investimentos, continuamos com uma gestão sem grande rasgo de criatividade, fazendo pela sobrevivência e mantendo o comboio do desenvolvimento devagar, devagarinho e parado”.

No entender da CDU, “mais um ano se passou, e, mais uma vez, estamos perante a análise dos resultados do exercício de mais um ano perdido para a população, perdido também para início de novos projectos colectivos e para complemento de outros verdadeiros investimentos estruturantes que a nossa terra tanto precisa de ver realizados”.

Tal como já tinha sido referido anteriormente por Afonso Graçoeiro, para a CDU este executivo prometeu “muito em campanha eleitoral, prometem muito ainda hoje, mas pouco fizeram, pouco fazem e pouco irão fazer no futuro no sentido da resolução dos verdadeiros problemas da nossa população”.

No que concerne às contas do relatório, Arnaldo Pereira afirma que “a taxa de execução da Receita Corrente foi de 73,9% e a de Capital apenas de 27, o que representa uma baixa execução total de 57,5%. Por sua vez a taxa de execução da Despesa Corrente foi de 76,7% enquanto a de capital de 31,9%, representando uma taxa de execução total de apenas 56,5%”.

 

Além disso, e “contrariamente ao referido na mensagem do Presidente da Câmara vertida no relatório, quando refere “reduziram-se os custos de funcionamento e, juntamente, exerceu-se o papel de amortecedor dos problemas sociais, na metade diminuição do passivo”, verificamos no Balanço que o Passivo corrente aumentou 35%, sendo que as dívidas a fornecedores por transferências e subsídios não reembolsáveis, fornecedores, estado e outros entes públicos, fornecedores de investimentos, outras contas a pagar, (e sublinho outras contas a pagar porque no relatório do Presidente não são referidas, possivelmente porque não convém), apesar de terem diminuído em algumas rubricas, passaram de três milhões trezentos e noventa e um mil euros para quatro milhões e cem mil euros, representando um aumento da dívida de 20%, quebrando um ciclo de redução de dívida de alguns anos”.

Para os comunistas, Augusto Marinho “bem pode vir cá dizer-nos que “outras contas a pagar” não é dívida, mas como podem verificar na página 55 – ponto 18.2, Passivos Financeiros – Dividas a terceiros – total 2019 – 3.330.500,03€, total de 2020 – 4.050.737,89€, ou seja, um aumento de 720.237,86€ mais de 20% de aumento”. Ou seja, “o Balanço demostra bem que a dívida aumentou e que se o aumento da dívida representasse obra feita ainda se compreenderia, mas não, representa aumento de Despesas Correntes”.

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  1. Esse Marinho vira a cara a toda a gente.