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Lindoso | “Augusto Marinho mentiu-me quando fiz greve de fome”

Cinco anos depois da sua filha cair num buraco e de ter colocado a Junta de Freguesia de Lindoso em tribunal, depois de já ter gasto mais de 8 mil euros, de ver os carros retidos por um muro que considera ilegal e de ter feito greve de fome, Carlos do Canto considera-se injustiçado e enganado pelo poder local.

 

Após alguns pedidos, o Pasquim da Vila decidiu voltar a entrevistar Carlos do Canto, residente em Lindoso. E foi com clareza que o mesmo respondeu ao Pasquim sobre os acontecimentos mais recentes, nomeadamente a greve de fome ocorrida em 07 de agosto de 2020.

De acordo com as suas palavras, para fazer parar a greve de fome dessa altura estiveram presentes o Presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, acompanhado do vereador José Alfredo Oliveira e de José Manuel Maia, entre a meia noite e as três da manhã no dia da greve de fome.

De acordo com Carlos do Canto, Augusto Marinho terá dito “que faria uma alternativa se eu desistisse da greve de fome, mas até hoje, nada”. A solução proposta por Augusto Marinho nessa noite de agosto de 2020 “era nas traseiras do edifício alargar a curva para o carro passar”.

 

Porém, passados 8 meses, nada aconteceu. No entender de Carlos do Canto “Augusto Marinho mentiu porque não queria escândalos, só para que a greve de fome acabasse”.

 

Desde então, Carlos do Canto falou mais algumas vezes com Augusto Marinho e seus vereadores mas, segundo conclui, “nada fazem, dizem que vão fazer mas sei que nada vão fazer”, pois de acordo com a sua perspetiva o presidente da junta de freguesia de Lindoso irá “fazer lista para o Marinho”. Carlos do Canto considera toda esta situação lamentável, pois bastaria apenas “que me autorizassem e eu alargava, não era preciso a câmara gastar dinheiro”.

 

De acordo com o jornal O Minho, de 10/08/2020, o presidente de junta de Lindoso rejeita as acusações e nota que o muro já estava previsto há muitos anos no projeto da Porta do PNPG. Secundino Fernandes afirmou ao jornal O Minho que “a entrada para a casa de Carlos do Canto sempre se fez por outro local”.

 

Toda esta situação continua no Tribunal da Relação em Guimarães. A última decisão “foi favorável para a junta mas estamos à espera da decisão do tribunal da Relação”, afirma Carlos do Canto.

Carlos do Canto acredita que a justiça lhe irá dar razão, mas considera que “o poder local irá sempre prejudicá-lo por vingança política”.

 

O PV tentou contactar, por várias vezes, Augusto Marinho mas até à data não obteve qualquer resposta.

 

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