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País| Já são conhecidas as regras dos autotestes à covid-19

Testes não podem ser feitos nos pontos de venda. Resultados positivos ou inconclusivos devem ser comunicados às autoridades de saúde.

 

Foi divulgada, na sexta-feira, uma circular sobre os autotestes à covid-19, que poderão ser comprados nas farmácias e feitos em casa por qualquer pessoa, a partir da próxima semana.

O documento, da Direção-Geral da Saúde (DGS), da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e do Instituto Nacional de saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “visa estabelecer os critérios de inclusão no regime excecional para a utilização de testes rápidos de antigénio de uso profissional por leigos, bem como orientar a operacionalização da sua utilização e da comunicação de resultados às Autoridades de Saúde”.

Este autoteste “deve ser concebido e construído por forma a garantir que o dispositivo seja de fácil utilização pelo leigo, em todas as fases da manipulação, incluindo o processo de colheita, e reduzir tanto quanto possível os riscos de os utilizadores cometerem erros no processo de colheita, na manipulação do dispositivo e na interpretação dos resultados”, e “as instruções de utilização fornecidas pelo fabricante, destinam-se a permitir a segura e correta utilização do teste, devendo ser facilmente inteligíveis e aplicáveis pelo utilizador”.

Embora reconheçam a utilidade destes testes, as autoridades sublinham que os mesmos devem ser encarados como testes complementares aos PCR.

“Uma das limitações a considerar para qualquer teste rápido é a possibilidade de ocorrência de um resultado falso negativo ou falso positivo. Um resultado negativo pode ocorrer se a concentração de antigénio na amostra testada estiver abaixo do limite de deteção do teste, ou se a amostra tiver sido colhida incorretamente. Desta forma, um resultado negativo não elimina a possibilidade de infeção por SARS‑CoV‑2. Embora sendo um evento menos frequente, existe também a possibilidade de um resultado falso positivo, particularmente quando a prevalência da infeção na população é baixa”, lê-se.

“Note-se que os autotestes SARS-CoV-2 não substituem, mas complementam os testes de uso profissional, realizados de acordo com o preconizado na Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV2, nos termos da Norma 019/2020 da DG””, acrescenta.

 

Por estes motivos, “o resultado obtido por autoteste SARS-CoV-2 não dispensa a adoção das medidas de prevenção e controlo de infeção estabelecidas a nível nacional no contexto da covid-19 nem a orientação de um profissional de saúde sempre que necessário”.

O teste não pode ser feito no local de compra.

Fonte: ionline.sapo.pt

 

 

 

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