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Ponte da Barca| Homem faz queixas pelo barulho de uma fábrica e acaba despejado da sua casa

Carlos Lemos, residente na freguesia de Vade S. Tomé, iniciou as queixas contra a fábrica Barcatêxtil, Unip. lda, em 2019. A empresa, situada nos fundos do prédio desde 04 de novembro de 2019 tem agora uma ordem de despejo por alegadamente, não possuir as devidas licenças. As queixas de Carlos Lemos e dos restantes moradores multiplicam-se.

“o barulho que a Barcatêxtil faz é insuportável”

O morador tem feito várias queixas perante diversas instituições: Câmara Municipal de Ponte da Barca, IAPMEI, ASAE,ACT, GNR e até ao senhorio do apartamento que ele habita, o qual também é o senhorio da loja do R/C onde se situa a empresa que alegadamente, funciona sem o devido licenciamento.

No e-mail enviado pelo morador a 05 de outubro de 2020 às entidades supra mencionadas poder ler-se que

“a agressão sonora e a impunidade moram por baixo dos meus pés há mais de 11 meses (…) esta é mais uma denúncia contra a Barcatêxtil instalada e aparentemente a laborar ilegalmente desde 04 de novembro de 2019. Foram enviados à Câmara Municipal de Ponte da Barca dois e-mails onde foi pedida a  verificação da Licença de Atividade da fábrica sendo que a Câmara Municipal respondeu assumindo que existe ilegalidade na instalação da fábrica”. 

No entanto passados mais de oito meses das inúmeras reclamações feitas

“e de uma resposta a informar que a fiscalização faria as devidas diligências, nada mudou”, afirma Carlos Lemos. 

Os moradores continuam a queixar-se do excessivo barulho que a fábrica faz

“a loja do R/C onde esta instalada a empresa não esta devidamente insonorizada uma vez que a tipologia dessa loja é para comércio não para indústria e ainda assim o senhorio alugou o espaço a uma fábrica a qual não fez as diligências devidas para acústica e agora morar no prédio tornou-se insuportável” .

Com a chegada da pandemia a escola on-line e o tele trabalho fazem parte da rutina diária de muitas famílias portuguesas

“sou trabalhador independente há mais de duas décadas e agora trabalho desde casa e os meus filhos têm aulas on-line e trabalharmos nestas condições é insustentável. O barulho é demasiado: máquinas, geradores, alarmes”. 

Esta ‘guerra aberta’ entre os moradores e a fábrica já vai longa. O senhorio de apartamento onde Carlos Lemos vive é também o senhorio da loja onde está instalada a fábrica

“e agora por causa de eu ter iniciado o processo de inúmeras reclamações recebi uma carta dos senhorios a me informar a não renovação do contrato de arredamento. A fábrica está ilegal, a fazer danos à nossa saúde e nós é que somos despejados da nossa casa”.

A empresa também tem atualmente uma ordem de despejo administrativo no entanto, no passado dia 22 de fevereiro Carlos Lemos recebeu um e-mail da Câmara Municipal de Ponte da Barca onde informavam que seriam dados mais 45 dias úteis à Barcatêxtil para abandonar o local

“foram dados mais dois meses a uma indústria que ocupou ilegalmente um espaço de comércio e está há quase 16 meses a laborar sem licença industrial. Não tenho forma de compreender como podem dar prazos a quem cometeu dupla infração e nunca fez nada para corrigir. Apenas foi adiando o inevitável despejo causando avultados danos colaterais. Será que alguém me pode explicar tanta morosidade, inércia desde a primeira denúncia em 29/01/2020?”

A empresa terá de abandonar o local comercial dia 22 de abril de 2021

“contas bem feitas desde 04 de novembro de 2019 e a previsível data de saída 22 de abril de 2021 terão decorrido 535 dias, ou seja, mais de 17,5 meses de tortura, onde é que nós estamos? Se são estas as medidas cautelares a aplicar então porque se permite que um agressor continue livre e impunemente a transgredir a lei e a atentar contra a saúde pública?

Carlos Lemos e a sua família terão de abandonar também o imóvel no qual estão alugados. O morador alega que a decisão tomada pelos senhorios devém das sucessivas queixas que fizeram contra a Barcatêxtil que também é arrendatária dos senhorios.

Notícia em atualização.

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  1. Caro José, parece conhecer muito bem a suposta vítima!…
    É pena que as suas declarações não correspondam de todo à verdade.
    É muito triste acusar os outros com acusações falsas. Todos temos direito a viver com dignidade nas nossas casas.
    Muita saúde Sr. José

  2. um bem haja a barca têxtil conseguiu manter os postos de trabalho . E triste o Poder da Barca dar ouvidos a uma pessoa e não lutar pelo emprego dos trabalhadores sem pensar nas famílias dependentes do salário . Com estas políticas nao se chega a lado nenhum.Mais uma vez parabens Barca Textil

  3. Para quem vive em S.Tomé já sabemos do historial da suposta “vitima” que nesse mesmo prédio já conseguiu correr com um talho, com um minimercado e cria frequentemente conflitos com os restantes inquilinos ora por causa de máquinas de lavar roupa, ora por causa de estacionamentos, ora por causa do que bem lhe dá na cabeça. Feliz deve estar o senhorio que se vê livre de uma pessoa conflituosa, deve ser preferível ter o apartamento vazio do que aturar os constantes conflitos deste senhor. Se não se quer sujeitar aos barulhos dos vizinho tem bom remédio, ou compra o prédio todo ou que se mude para o meio do monte. Que no futuro esta loja seja ocupada por algum serviço que venha dinamizar a nossa linda vila, que bem precisa. Bem haja a todos, mantenham-se seguros.

  4. Como não ser tocado por esta situação que não deveria existir para ninguém neste tempo. Uma família que luta com as armas que tem à sua disposição para preservar o seu bem-estar e o seu ambiente de vida, ao preço de arriscar a expulsão. Qualquer parente será tocado por isso. Que tudo se resolva o mais rapidamente possível para sua família respeitosamente

  5. Olá boa tarde amigo tenho lhe a dizer que estou com um problema igual ou ainda pior que o seu moro em salvaterra de magos numa zona agrícola onde emvesti todas as minhas economias para fazer uma casa pensando que iria ter sossego no fim de lá estar às quatro ou cinco anos há um senhor com uma empresa de camionagem que compra o lote de terreno ao meu lado aonde tinha um barracam de agricultura instalou se lá dizendo que era só para estancionamento dos camiões pois foi construindo até que agora tem la uma oficina de manutenção dos camiões que lá está com um barulho finfernal commaquinas industriais coporcores martelos eletricos lavagens óleo derramados para a via publica e tudo mais acontece que ando há mais de dez anos a caminhar para a câmara sizem me que ele não têm licenciamento dizem me que há teve orde de despejo porque tem que ri para a zona industrial o que é certo é que ninguém o tira de lá nem g n r nem os do ambiente nem azai até ao provedor da justiça já pedi ajuda ninguem faz nada isto é um pais de. Vigarista nós os pequenos somos só para pagar porque eu tenho que pagar os impostos e ele está ali elegal e ninguem o chateia pous já não sei aquem recorrer

  6. Mais uma situação em q quem reclama pelos seus direitos, é espezinhado pelos q têm o direito legal, moral e cívico de zelar pelo bem comum mas realiza o ato de limpeza pós-defecatorio a notas pagas por corruptos e amigos do tacho. Aos senhorios…a esses nem palavras merecem, a sua diarreia mental de valores e bom senso é apenas superada pela estupidez patafurda e desumana besuntada por um punhado de notas… A esses metam o dinheiro no tal buraco zigotico q serve para despejar aquilo q são… MERDA!
    …ora tomem lá!

    1. Como não ser tocado por esta situação que não deveria existir para ninguém neste tempo. Uma família que luta com as armas que tem à sua disposição para preservar o seu bem-estar e o seu ambiente de vida, ao preço de arriscar a expulsão. Qualquer parente será tocado por isso. Que tudo se resolva o mais rapidamente possível para sua família. Respeitosamente