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Não saia de casa. Para mesmo nada. Nem para votar.

O Governo está a adiar o inevitável: o fecho de escolas. Só o faz para ter moral para pedir o voto.

Só mesmo uma grande dose de cinismo político adia o inevitável. Estou apreensivo. Sou empresário. Não sei se resisto a esta vaga de confinamento. O mais provável é fechar o meu negócio.

Ainda assim, sei que é melhor fechar agora e tentar recuperar quando for possível. Podia ser egoísta e pensar apenas no meu negócio. Mas a saúde, minha, dos meus, e de todos, é mais importante.

Neste sentido, considero que tudo deve fechar. Inclusive as eleições. Deveriam ser adiadas.

Não existem condições sanitárias. Por isso, no dia 24 não sairei de casa para votar. O cinismo político não pode prevalecer sobre a saúde das pessoas. Entre todos, quem tinha razão era o Tino de Rans: o adiamento das eleições era uma obrigatoriedade moral. No dia 24 de janeiro, teremos a maior abstenção da história democrática portuguesa. Não sou eu que o digo. É a realidade. Mas alguém, lógico, vai arriscar a saúde por causa de umas eleições ainda por cima com tão grande diferença manifestada nas sondagens? Não votarei em consciência pela saúde pública. Mas também não o farei por solidariedade:

– não votarei em solidariedade com todos os médicos; – não votarei em solidariedade com todos os enfermeiros; – não votarei em solidariedade com todos os falecidos por covid; – não votarei em solidariedade com todos os restaurantes; – não votarei em solidariedade com todos os cafés; – não votarei em solidariedade com todos os desempregados; – não votarei em solidariedade com todas as pessoas que direta ou indiretamente estão a ser afetadas pela pandemia. Em suma, no domingo não sairei de casa. Por mim, pelos meus, por ti, por todos. Estamos no auge da crise de covid. Sejamos responsáveis.

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