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Minho | Associação de restaurantes apela a faixas negras e à abstenção nas eleições

A União de Restaurantes do Minho (URMinho), através de comunicado enviado à nossa redação, faz saber que:

Vimos, por este meio, mostrar o nosso total descontentamento perante as notícias publicadas
(e não publicadas) pelos órgãos de comunicação social e sobretudo pelas fotos de cidadãos
indignados com a falta de condições para exercerem o seu direito de voto.
Assim, torna-se incompreensível enquanto empresários e associados da URMINHO não nos
deixarem trabalhar, quando são permitidos ajuntamentos e jantares de comício, em
restaurantes que deveriam estar fechados.
Não é justo, não é sério e não é DEMOCRÁTICO, uns estarem inibidos de trabalhar e outros em
campanha eleitoral fazendo com que os ajuntamentos, tão falados, aconteçam, denegrindo a
imagem do país.
Não contrariando a opinião pública, mas não nos inibindo de transmitir a opinião dos nossos
associados, vimos reafirmar que estas eleições não deveriam decorrer neste tempo tão
dramático.
O exercício do voto antecipado deveria ser usado para não permitir os ajuntamentos. A
pergunta que se impõe é “Como será no dia 24?”.
Desta forma, apelamos a todos os empresários da Restauração e seus colaboradores, em TODO
o PAÍS para:

“É PARA CONFINAR, NÃO É PARA VOTAR”

Se algum empresário de outras actividades comerciais se sentir igualmente injustiçado, sintam-
se livres para fazer o mesmo.

Esta FACE NEGRA da democracia, tem de ser demonstrada com FAIXAS PRETAS bem visíveis à
porta dos respectivos estabelecimentos.
Perante toda esta vergonha, gostaríamos de ver, prontamente esclarecidos os
acontecimentos recentes acima enumerados.
É incompreensível o nosso sector estar encerrado quando não há um único estudo que prove
que a restauração é responsável pelo aumento dos números de casos. Aliás, indo mais longe,
nos picos do contágio, os restaurantes estavam fortemente limitados no exercício da sua
actividade, dando enfase ao Natal e ao Ano Novo.
Não queiram, daqui a 3 semanas, se lamentar à semelhança do natal, pelo facto de se poder
desconfinar e circular livremente, no dia 24, apenas com o pretexto de ir votar.
Um país onde a democracia é posta apenas ao dispor de alguns não é um país democrático…

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