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Portugal atinge novos máximos de mortes e de casos de covid-19

Quarto dia seguido com mais de 10 mil casos de covid-19. Segundo máximo consecutivo de mortes associadas à doença. Assim vai a pandemia em Portugal, horas depois do início do confinamento “light”.

Portugal regista, este sábado, novos máximos associados à covid-19, com um recorde de 166 mortes e outro de 10947 casos reportados até à meia-noite de sexta-feira. Dados do boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), morreram 8709 pessoas desde o início da pandemia, que infetou 539416 cidadãos desde 2 de março.

 

Nos primeiros dias deste ano de 2021, somam-se 125738 casos de contágio por covid-19, mais 10121 que os 115617 registados nos 31 dias de dezembro de 2020. Janeiro vai frio e letal, já com 1803 mortes associadas ao vírus da SARS-CoV-2, quase tantas como as 1998 de todo o novembro, o mês em que a pandemia acelerou em Portugal.

O número de internados continua a subir, chegando aos 4653, mais 93 do que na sexta-feira, dos quais 638 são doentes graves, internados em Unidades de Cuidados Intensivos (mais 16), este sábado.

 

Os recordes são assentes num evoluir da epidemia que leva a registos máximos em quase todas as variantes. Com mais 2304 casos ativos nas últimas 24 horas, são, dados da DGS, 128615 os portugueses oficialmente infetados com covid-19 à data, uma cifra que sobe desde o início do ano. Casos que originam um recorde de 155401 pessoas sob vigilância. Feitas as contas, há 283566 pessoas confinadas devido ao SARS-CoV-2 em Portugal.

Num dia com 8477 recuperados, o registo mais elevado do ano, são agora, contas da DGS, mais de 400 mil as pessoas que recuperaram da doença (402542).

Uma vítima com menos de 40 anos e outra com menos de 50

Entre as vítimas de um vírus especialmente letal para os mais velhos, registo para a morte de uma mulher com menos de 40 anos (17 óbitos no total no escalão 30-39 anos) e de um homem na faixa etária seguinte, dos 40-49 anos, a 81.ª pessoa a morrer neste intervalo etário.

Na faixa seguinte, 50-59 anos, morreram cinco pessoas, todos homens, para um total de 230 desde março. Com 16 óbitos nas últimas 24 horas (13 homens e três mulheres), o escalão etário dos 60-69 anos acumula 736 óbitos, 8,5% do total registado desde o início da pandemia.

A peste que mata os mais velhos roubou mais 108 vidas (52 homens e 56 mulheres) no escalão etário mais elevado, acima dos 80 anos – são 5856 as longas histórias de vida perdidas para o vírus, 67% do total de 8709 óbitos acumulados desde que a 16 de março morreu Mário Veríssimo, de 82 anos. Entre os 70-79 anos morreram mais 35 pessoas (20 homens e 15 mulheres), para um total de 1780, 21% do total nacional.

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