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“Repovoar”, em A. Valdevez, está a ser um sucesso. Ponte da Barca rejeitou projeto por achar “caro”

O programa Repovoar, que consiste numa estratégia integrada para dinamizar o território, criar emprego, gerar rendimento, estimular o investimento e promover a fixação, atração e o regresso de pessoas ao concelho de Arcos de Valdevez está a ser um sucesso.

Este projeto surge da atenção que o Município arcuense tem vindo a dar à questão demográfica, estando a implementar medidas de apoio social e de criação de emprego, de desagravamento fiscal, de dinamização económica e de apoio à fixação de pessoas nomeadamente através de dinâmicas holísticas, presentes em todas as atividades de interesse coletivo: habitação, turismo, eventos, beneficiação de estradas, instalação de condições para o teletrabalho, etc. Está presente nas quatro dimensões da estratégia do Município de Arcos de Valdevez: viver, investir, conhecer e informar.

Na dimensão “Viver”, está inserido na rubrica Repovoar/habitação, que pode ser consultado em https://www.cmav.pt/pages/2122, onde é facilitada a habitação jovem e a habitação para investidores.

Na dimensão “Investir”, explica-se “porquê investir em Arcos de Valdevez” e quais os respetivos apoios. Pode ver em https://www.cmav.pt/pages/1320.

Na dimensão “Conhecer”, respondem-se às questões “como chegar?”, “onde ficar?”, “onde comer?”, “o que fazer?”, “o que visitar?” e “o que comprar?”. Pode ver em https://www.cmav.pt/pages/377.

Finalmente, na dimensão “Informar”, está toda a informação e transparência dos processos, inclusive os enquadramentos do projeto Repovoar. Pode ver em https://www.cmav.pt/pages/377.

Contudo, este é apenas o lado mais visível e direto do projeto. Existe uma outra vertente que, sendo menos visível, adere a todas as políticas municipais do concelho. Entre as mais recentes, citam-se as seguintes:

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– Expansão da rede de fibra ótica no concelho, o que vem a beneficiar a atração do teletrabalhador;

– Apoio na procura de emprego, serviço que compreende a ideia de “embaixadores voluntários”, que apoiam na missão de integrar novos residentes locais;

– Projeto “VezdeProximidade”, que apoia idosos e promove relações intergeracionais. Este é um dos grandes objetivos do programa Repovoar, já que permite melhorar qualidade de vida;

– Concurso “Arcos pela Lente”, que visa promover concursos de fotografia de modo a promover a beleza do concelho nas redes digitais;

– Paço de Giela “ComVida”, que pretende fornecer atividades regulares de modo a contribuir para atração e promoção de um estilo de vida com qualidade cultural;

– Criação de plataformas digitais e colaborativas, que visam dinamizar as empresas arcuenses, através do desenvolvimento de um diretório digital das empresas de todo o concelho e das bases de dados de infraestruturas e equipamentos que influenciem a atividade económica, nomeadamente, locais de estacionamento, comunicações, rede de transporte, praças de táxis, instalações da administração pública nacional, regional ou local, parques empresariais e espaços comerciais;

– Plano Municipal Sénior, que visa fornecer um conjunto de atividades junto do público sénior, demonstrando Arcos de Valdevez como um local atrativo para públicos séniores;

– Dinamizar a ecologia e o ambientalismo, com programas como 2Rohas que contam histórias”, em que o objetivo é atrair pessoas pela perspetiva ecológica e ambiental;

– Promoção de uma economia circular, com diversos apoios para revitalizar o tecido empresarial e social do concelho. A autarquia entregou recentemente vales aos cidadãos para que fossem descontados no comércio tradicional, nos restaurantes, nos hotéis ou em casas de turismo locais.

Apesar da pandemia, este programa, iniciado em 2017, já alcançou resultados práticos positivos. A população residente estrangeira aumentou (está agora nos 4,6% face aos 4,2% em 2015), a relação entre nascimentos e mortes decaiu (de -250 para -249) e os alojamentos familiares clássicos aumentaram significativamente. Ainda que seja cedo para tirar conclusões precipitadas, os primeiros dados são muito otimistas.

Se em Arcos de Valdevez estes dados são positivos, em Ponte da Barca já não pode ser escrito o mesmo: a população estrangeira residente não aumentou, a relação entre nascimentos e mortes aumentou (passou de -79 para -97) e os alojamentos familiares clássicos aumentaram pouco significativamente. Recorde-se que Augusto Marinho não aprovou a inclusão do projeto e José Alfredo Oliveira chegou a considerá-lo, a uma das nossas fontes, “com um valor elevado”. Valor esse que, ao que o PV apurou junto da fonte promotora do projeto, “está dentro dos valores gastos, por exemplo, em comunicação”.

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