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Ponte da Barca| Oposição acusa Augusto Marinho de despesismo sem justificação

A 8 de novembro de 2020, Maria José Gonçalves escrevia no Facebook que uma família barquense estava “prestes a ser desalojada por ter reclamado da instalação de uma fábrica que está a laborar ilegalmente”. Esta situação, no seu entender, seria “por inércia de um executivo democraticamente eleito, isso não é só falta de respeito, é incompetência”.

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Esta declaração da ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca vem na sequência de outras que já alertavam para o descontrolo na gestão. A 31 de outubro de 2020, Maria José Gonçalves escrevia também no Facebook contra o despesismo descontrolado deste executivo, dizendo que “o senhor presidente contratou por ajuste direto três novos arquitetos” sem qualquer justificação plausível, e que “se os ajustes diretos dos três forem no valor igual ao que é publicamente conhecido, serão 19.990 euros, para 304 dias, a multiplicar por três”.

A vereadora independente foi, no mesmo artigo, mais longe, dizendo que “como se não bastasse, também ao nível da assessoria jurídica estamos na política do três para um”. Ou seja, são agora “três consultores jurídicos a prestar serviço na Câmara Municipal de Ponte da Barca. E se todos auferirem de modo igual ao contrato que está publicitado, são 19.350 euros por 270 dias, a multiplicar por três. Não há município que aguente tanta despesa”.

Por seu turno, o PS de Ponte da Barca, liderado agora por Pedro Sousa Lobo, no dia 18 de novembro escreveu, sobre um workshop de gastronomia em que o município terá pago uns volumosos 19.978,50 euros, “que o custo é elevado e questionamo-nos novamente sobre as prioridades deste executivo”.

No entanto, cinco dias antes já tinham relembrado o caso da pista de cavalos, escrevendo no Facebook que “foram mais de 100.000€ gastos num Hipódromo anunciado como uma prioridade do PSD de Ponte da Barca para o desenvolvimento económico do concelho”.

Para perceber toda esta onda de acusações sobre despesismo e descontrolo de custos e decisões, e depois do Pasquim da Vila ter feito um artigo a dar conta de que existem municípios portugueses a fazer contenção de despesa e a focar os gastos no essencial nesta altura de crise (ver artigo https://www.pasquimdavila.pt/2020/11/05/), fomos consultar ao site da “Comissão de Acesso Aos Documentos Administrativos”, em www.cada.pt. Neste, encontramos uma listagem de pagamentos a fornecedores deste executivo, informações públicas que, de acordo com o líder do PS de Ponte da Barca, “não se conseguem justificar à luz de uma estratégia de desenvolvimento porque se fundamentam em sucessivas prestações de serviços inferiores a 5.000€ ou ligeiramente acima disso, ajustes simplificados sucessivos e ilegais, sem processo de ajuste direto e sem qualquer contrato. Coisa que não é legal”. Pedro Sousa Lobo recorda que ao ser “revogada a parte final do nº2 do artigo nº113, que se referia a ‘prestações idênticas ou do mesmo tipo’, a contabilização passa a ser feita apenas em função da entidade e não em função do Código CPV das prestações em causa”, o que implica a obrigatoriedade de contratos e ajustes diretos públicos.

Para provar tais declarações, o Pasquim da Vila encontrou alguns valores que subscrevem esta denúncia:

Fonte: Relação de pagamentos para aprovação em reunião de câmara a 30 de outubro e 16 de novembro

Estas denúncias tem chegado ao PV cada vez com maior intensidade, sobretudo desde o período antes do verão de 2020, após as primeiras denuncias efetuadas nas redes sociais, tanto por Maria José Gonçalves como pelos elementos do PS de Ponte da Barca.

O Pasquim da Vila, no seu cuidadoso, meticuloso e factual processo de construção noticiosa, não pode deixar de salientar que pretende sempre os contraditórios. Por isso, tentamos, por diversas ocasiões, entrar em contacto com o Sr. Presidente da Câmara de Ponte da Barca, mas este insiste em não atender os telefonemas de um órgão de comunicação social credenciado e registado na Entidade Reguladora da Comunicação (ERC: 127459), preferindo conceder praticamente todos os exclusivos a empresas de comunicação de fora do concelho.

Ainda assim, o Pasquim da Vila deixa este artigo em aberto para receber o contraditório que o executivo achar pertinente.

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Comment

  1. Está visto que com esta câmara não vamos a lado nenhum.

  2. Tanto arquitetos para quê? Não tem uma que gosta tanto?

  3. Esse Marinho passou o tempo todo a enganar as pessoas ao longo da sua vida. Desde os que o ajudaram na política até às pessoas da própria família. Vai ser o presidente com menos tempo na cadeira. 2021 é o seu fim

  4. Só não vê quem não quer.
    E essa equipa de ciclismo, do chefe de gabinete, também é caso interessante

  5. Assim não custa nada levar a vida. Pouca vergonha.
    Sr. Presidente, o dinheiro não é seu, é dia Barquenses.

  6. E faltam aí muitos pagamentos.
    Porque é que em lado nenhum aparece compras de material de construção?
    Será mais um amigo da mesma altura??