Skip links

Tipos de máscaras de proteção. Conheça-as e saiba qual se adequa mais a si

O uso de máscaras de proteção tornou-se obrigatório em diversas situações e, por isso, importa conhecer os tipos existentes e respetivas funções.

Desde maio que usar máscaras de proteção se tornou obrigatório para a generalidade das pessoas, em espaços fechados, no nosso país. Este item passou, assim, a ser um acessório do nosso quotidiano. Porém, há vários tipos de máscaras, com características diferentes, que proporcionam níveis distintos de proteção e se destinam a circunstâncias diversas 1.

Se não sabe exatamente qual a máscara que deve usar quando vai às compras, quando vai trabalhar ou quando vai ao hospital, por exemplo, nós esclarecemos todas as suas dúvidas.

MÁSCARAS: UM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Entende-se por equipamento de proteção individual (EPI) um acessório próprio que sirva de barreira protetora, defendendo as mucosas, a pele e a roupa do contacto com agentes infeciosos, nomeadamente vírus como o SARS-CoV-2. Entre estes equipamentos estão as luvas, as viseiras e as máscaras.

OS 3 PRINCIPAIS TIPOS DE MÁSCARAS DE PROTEÇÃO

A Direção-Geral da Saúde refere a existência de três tipos de máscara

Nível 1 – Respiradores

Respiradores (Filtering Face Piece, FFP), Tipo II e IIR ou semi máscara de proteção respiratória FFP2, FFP3, não reutilizáveis. Este equipamento de proteção individual é recomendado para os profissionais de saúde (Norma 007/2020 da DGS).

Existem 3 tipos de semi-máscaras de proteção (FFP), os quais têm em consideração a sua eficiência de filtração bacteriana, a saber:

  • Tipo I: eficiência da filtração bacteriana >95%.
  • Tipo II: eficiência da filtração bacteriana >98%.
  • Tipo IIR: eficiência de filtração bacteriana >98% e resistente a salpicos.

Também há 3 categorias de semi-máscaras de proteção (FFP), as quais têm em conta a eficácia do filtro e da fuga facial, a saber:

  • Máscaras FFP1: filtram pelo menos 80% dos aerossóis (fuga de ar para o exterior <22%).
  • Máscaras FFP2: filtram pelo menos 94% dos aerossóis (fuga de ar para o exterior <8%)
  • Máscaras FFP3: filtram pelo menos 99% dos aerossóis (fuga de ar para o exterior <2%).

Assim como as sociais, as semi-máscaras de proteção (FFP) também carecem de certificação. No nosso país, estas máscaras devem respeitar o regulamento (UE) 2016/425 e cumprir a norma EN 149:2001+A1:2009.

Contudo, como nos encontramos num período excecional, em que a necessidade de recorrer a este tipo de máscaras aumentou substancialmente, é aceite que além das FFP2 que cumprem a norma europeia EN 149, se usem também as máscaras N95 (norma americana NIOSH 42C-FR84) e as máscaras KN95 (norma chinesa GB2626-2006).

Nível 2 – Máscaras cirúrgicas

Máscaras cirúrgicas, que evitam a transmissão dos agentes infeciosos por parte de quem usa a máscara (Orientação 019/202019).

As máscaras cirúrgicas tipo I são um dispositivo médico não reutilizável. Estas devem seguir a norma EN 14683:2019 ou normas internacionais equivalentes reconhecidas. Além disso, devem possuir marcação CE.

Estas máscaras devem ser trocadas sempre que estiverem húmidas ou, então, de 4 em 4 horas. Estas não são reutilizáveis, o que significa que devem ser descartadas no lixo comum (e nunca no ecoponto), sempre que já tenham sido utilizadas. A sua reutilização constitui um risco pois, após um uso, estas máscaras deixam de oferecer a devida proteção.

Sempre que não seja estritamente necessário recorrer a estas máscaras, devem ser substituídas por máscaras não-cirúrgicas, pois estas últimas são menos poluentes e uma opção mais sustentável para o planeta e para o ambiente, já que são reutilizáveis.

Nível 3 – Máscaras não cirúrgicas

Este nível inclui máscaras não-cirúrgicas, comunitárias, têxteis ou sociais, que também previnem a transmissão do vírus e devem ter um desempenho mínimo de filtração de 70% e serem usadas pela população em geral. São reutilizáveis, pelo que devem ser a primeira escolha de pessoas a quem o uso de máscara cirúrgica não é recomendado.

No momento de adquirir uma máscara de uso social, deve ainda preferir máscaras com o selo “Máscaras COVID-19 Aprovado” e respeitar as suas instruções de uso, conservação e desinfeção.

Uma máscara têxtil com este selo significa que foi aprovada pela Direção-Geral da Saúde, INFARMED, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Instituto Português da Qualidade.

Cabe à ASAE verificar o cumprimento legal dos requisitos estabelecidos para o fabrico, distribuição e comercialização das máscaras. No site do CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário), pode encontrar uma lista de empresas fabricantes de máscaras não-cirúrgicas certificadas.

QUEM DEVE USAR CADA TIPO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO?

Respiradores (nível 1)

  • Profissionais de saúde e outros profissionais com risco ocupacional acrescido.

Máscaras cirúrgicas (nível 2)

  • Profissionais de saúde, das forças de segurança e militares, bombeiros, distribuidores de bens essenciais ao domicílio, trabalhadores nas instituições de solidariedade social, lares e rede de cuidados continuados integrados, agentes funerários e profissionais que façam atendimento ao público;
  • Pessoas com problemas respiratórios, com saúde mais vulnerável, com mais de 65 anos de idade, com doenças crónicas, em estado de imunossupressão ou que se desloquem a hospitais ou clínicas;
  • Docentes, funcionários e alunos dos estabelecimentos de ensino e das creches, com mais de 10 anos de idade;
  • Utilizadores de transportes coletivos de passageiros;
  • Doentes com COVID-19 ou com sintomas de infeção respiratória como febre, tosse ou dificuldade respiratória;
  • Cuidadores de doentes com COVID-19 2.

Máscaras não-cirúrgicas, comunitárias, têxteis ou sociais (nível 3)

  • População em geral

Fonte: Unilabs

Anúncio 

Escreva um comentário

Nome

Website

Comment