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Conheci anjos verdadeiros que vestem bata!

Hoje a protagonista da historia sou eu. É muito difícil escrevermos sobre nós próprios quando estamos habituados a escrever as histórias de vida dos outros. Mas eu preciso escrever a minha experiência como forma de agradecimento! E já entenderão o porquê desta minha vontade de agradecer.

Fui mãe de segunda viagem há quase um mês. A minha pequena Valentina fará um mês de vida no próximo dia 10 de outubro. Mas este mês tem sido toda uma aventura. Não só porque estamos a viver a experiência de nos organizarmos agora numa vida a quatro, mas também porque passamos por uma situação difícil que me fez perceber os excelentes profissionais de saúde que existem nos hospitais e que, muitas vezes, não são devidamente reconhecidos pelo excelente trabalho que fazem.

Apesar do parto ter corrido muito bem e da minha pequena Valentina ter nascido saudável, uma semana após o seu nascimento, e depois de vários episódios de engasgamento sucedidos em casa que a deixavam praticamente inanimada, o internamento no hospital foi necessário para conseguirmos determinar o que se estava a passar.

Quando o internamento aconteceu, no dia 16 de setembro, 6 dias depois dela ter nascido, o medo e a incerteza invadiam-me. O internamento foi realizado no Hospital de Braga, por indicação do nosso pediatra e hoje em dia, agradeço que tivéssemos sido internadas naquele hospital.

Por uma experiência adversa que vivi no meu passado, e também em relação ao meu primeiro filho, que acabei por perder, sabia que o Hospital de Braga é um hospital de referência e de alta qualidade e desta vez, também por uma situação adversa, acabei por confirmá-lo a 100%.

Apesar da situação vivida pela pandemia, de ter passado pelo internamento da minha filha a sós, sem receber visitas, sem poder sair daquele quarto, e a viver picos de angustia extremos, jamais me senti abandonada ou desatendida.

A equipa de médicos, enfermeiros, auxiliares e assistentes que trabalham no internamento pediátrico são simplesmente, anjos! Durante aquela semana aquele quarto de hospital foi a nossa casa e cada um dos elementos daquela equipa, a nossa família!

A minha ‘mini’ como carinhosamente era tratada por vários dos profissionais de saúde daquela ala pediátrica foi tratada com tanto amor, com tanto cuidado, com tanta preocupação que o meu coração de mãe jamais esquecerá aqueles rostos que, diariamente, entravam no nosso quarto para ‘fazerem o seu trabalho’ mas que o faziam com uma entrega e amor tal que deixava de ser trabalho, e convertia-se em devoção.

Os episódios que levaram ao internamento continuaram a acontecer, e foi necessário iniciar uma série de estudos e exames. Ospasseios’ pelos corredores daquele hospital se faziam menos penosos porque todos e cada um dos profissionais de saúde que nos acompanhavam tinham sempre um sorriso cálido, uma palavra amiga, um olhar ternurento que apaziguava a minha dor e a minha preocupação.

Eu não sabia o que a minha bebé tinha, mas sabia que ela estava em boas mãos e isso era tão importante para mim! Foi uma semana muito longa, o tempo passava demasiado devagar, mas o apoio daquela equipa foi fulcral para manter a minha sanidade mental neste processo tão difícil no qual também eu, estava a recuperar de uma cesariana.

Eu não sei se este texto irá ser lido por algum dos elementos daquela maravilhosa equipa do internamento pediátrico do Hospital de Braga, mas tudo farei para que eles saibam desta singela homenagem que lhes faço. Sei que não é nada, comparado com tudo o que eles fizeram por mim, por nós, mas é uma das poucas maneiras que tenho de lhes agradecer tanto cuidado, tanto carinho, tanta simpatia, tanto profissionalismo, tanta entrega e acima de tudo, tanta humanidade!

Quero que saibam que jamais irei conseguir pagar-vos tudo o que fizeram pela minha bebé. Quero que saibam que estarei eternamente agradecida a cada um de vocês. Que os vossos rostos e nomes estão tatuados no meu coração e que espero que a vida seja sempre muito generosa com todos vós, anjos da medicina!

Nós já estamos na nossa casa e com a nossa bebé completamente recuperada, nada de mal foi diagnosticado! A nossa vida voltou a ter a normalidade possível, dentro do momento vivido por todos a causa da pandemia.

Muito obrigada também ao resto da minha família: à Camila, a minha filha mais velha, que apesar de ter só quatro anos, tem-se comportado como toda uma guerreira percebendo com uma maturidade digna de admiração todo este processo que não foi nada fácil! Ao meu marido, por se manter forte e estar sempre presente. Por ter sido o melhor companheiro que a nossa filha mais velha podia ter tido naqueles dias nos quais tive de estar ausente da nossa casa. E obrigada também à minha tia Maria, nossa babysitter estrela, que me apoia durante o dia, todos os dias, para eu poder continuar em teletrabalho.

Cada vez mais a vida me demonstra que os anjos sim existem. E eu tenho sido abençoada porque eles se têm cruzado inúmeras vezes no meu caminho!

Mais uma vez, obrigada a todos vocês, equipa do internamento pediátrico do Hospital de Braga. Sóis a personificação da bondade e do profissionalismo. Longa vida a todos vós!

Vanessa Reitor 

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  1. Boas Vanessa, são palavras que tocam a alma e só por quem passa por essas situações é que sabe e dá valor aos médicos e enfermeiros das unidades de saúde principalmente as pediátricas, bebés tão pequeninos sem saberem dizer onde doi, e (eles) sempre presentes para salvarem uma vida.
    Deves saber o que me aconteceu.