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Barca estranha

A política em Ponte da Barca está, no meu ponto de vista, estranha.

Por um lado, uma cabra aparece à porta da Câmara “sem marcação”. Por outro, um PSD que é mal-amado pela população, mas que tem feito o que o PS não fez em 12 anos. Por outro, uma oposição feita por perfis falsos, onde se destacam as ilustrações humorísticas e um falso que diz ser o Chega Ponte da Barca.

Sobre o aparecimento da cabra, parece-me o retrato fiel do que tem sido a barca nos últimos 20 anos: uma coisa estranha e bizarra que a espaços tenta mostrar que existe.

Sobre o PSD mal-amado, há críticas que são justas e outras injustas. As justas são as que se referem ao abandono de um programa e de uma equipa, deitando ao lixo uma intenção que tinha boas ideias para adquirir o programa e a equipa dos adversários, que anteriormente eram do PS. As injustas, são as que pretendem acusar o PSD de não trabalhar. É que eu nos 12 anos do PS não vi bolsas para estudantes carenciados. Nem projetos de criação e ampliação de zonas industriais. Nem a intenção de construir estradas prometidas há anos, estradas essas que até foram alvo de uma farsa em que se colocaram máquinas para simular o arranque de estradas, uns dias antes das eleições, e retiradas no dia a seguir. Nem se via nenhum projeto de dinamização das albufeiras, ao contrário do PSD que já lançou a obra do Cais de Entre-Ambos-os-Rios. É pouco? Pode ser, mas em 12 anos o PS não fez muito melhor e assobiou para o lado nestas matérias.

Sobre os perfis falsos, é muito mau sinal quando são estes a denunciar o que deveria ser denunciado pela oposição. Fica-se com a sensação que se estivessem no poder mantinham as mesmas práticas. Aliás, quanto a forças políticas em Ponte da Barca parece-me que a primeira força política é, sem qualquer dúvida, o PSD, a segunda maior é a professora Maria José Gonçalves que com os seus artigos e publicações no Facebook faz mais oposição do que o PS inteiro, a terceira maior são, efetivamente, os perfis falsos que denunciam casos que de outra forma não apareciam publicamente e, por último, aparecem os restantes partidos muito fugazmente, onde se inclui o PS. Aliás, quem é o atual PS? Quem é a sua equipa? Ressalvando a participação sempre muito assertiva, do Duarte Barbosa.

É claro que esta é a minha opinião ou a opinião das pessoas com quem me vou cruzando. Por pena minha, o facto de existirem perfis falsos só mostra que falta coragem às pessoas.

Em definitiva, um concelho em que existem mais perfis falsos do que pessoas a dar a cara pela verdade não pode ter um futuro muito próspero.

Bruno Almeida

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  1. É difícil não concordar com o que está escrito. Os vícios daqueles que estão próximos do poder repetem-se. As práticas são semelhantes. A política do silêncio, que foi a tática do PSD em 2017, é agora a do PS. A política do silêncio é um tipo de populismo, na medida em que ao se remeterem ao silêncio ou ao políticamente correto, está-se a alinhar pelos ditames dos conservadores – que são a maioria em Portugal. É desonesto intelectualmente optar por silêncios…