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Referendo já: Lavradas merece respeito

Eu não sou de Lavradas. Mas tenho acompanhado o desenrolar do caso da igreja ardida e da sua reedificação.

Soube ontem, dia 03 de setembro de 2020, através de um post da vereadora independente Maria José Gonçalves, que houve reunião de câmara (sim, porque pelo principal partido de oposição apenas sei que nada sei…). De acordo com o seu post, os vários pareceres consultivos dão como desfavorável o projeto apresentado pela Fábrica da igreja.

Citando esses mesmos pareceres, Maria José Gonçalves enumera as posições:

  1. Para a Junta de Freguesia de Lavradas, “o projeto apresentado a licenciamento prevê, desde logo, a destruição da nave lateral (que não foi tomada sequer pelo incêndio) e cujo valor histórico é inegável, na medida em que foi construída no século XVIII e na medida em que protege, também ela, ossadas cujo estudo importa fazer-se.”
  2. Para a DRCN (Direção Regional da Cultura do Norte), pela voz do arquiteto David Lopes, “a proposta está pouco adequada, preconizando uma solução mais ao encontro da recuperação do templo original.” (30/03/2020)
  3. Para a arqueóloga Municipal, Doutora Marta Marques, “o projeto de arquitetura proposto desadequado aos bons princípios da preservação e valorização do património cultural. Do ponto de vista arqueológico alude que o projeto, tal como previsto, obrigará a um capaz estudo arqueológico prévio, recorrendo inevitavelmente a sondagens arqueológicas prévias”.

Maria José Gonçalves acrescenta ainda um “4.º argumento: foi com o fundamento de se proceder à reconstrução da Igreja que as centenas de milhar de euros foram angariadas”.

Neste sentido, resta a Augusto Marinho decidir. Qualquer posição que tome vai constituir perda de votos, porque de um lado está um conjunto de pessoas que defende o novo projeto; do outro, um conjunto de pessoas que defende a mera reconstrução do existente.

Se eu fosse presidente de Câmara Municipal, nem decidia a favor nem contra. Daria a palavra ao povo de Lavradas e iniciaria esforços para realizar um referendo local. Que se faça cumprir a democracia, porque o povo de Lavradas merece respeito.

Bruno Almeida

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  1. Qual referendo? A escolha já foi feita e votada pelos que na igreja participam, houve apresentação dos projetos (há um vídeo que o testemunha) foi dado 15 dias de reflexão. Quem escolheu foram as pessoas que participam ativamente na igreja, ou seja, os interessados no culto. Os “outros” que estão contra nem sequer aparecem nas homilias e criticam com perfis falsos no Facebook sem dar a cara. Se gostam de dar uma opinião então que ao menos sejam participantes ativos da comunidade…

    1. Caro Sérgio Ventura, vai-me desculpar mas não concordo consigo.
      Quando foi feito o peditório na minha freguesia para ajudar na reconstrução, as pessoas de fora servirão, agora para dar opinião, tem que estar calados.
      Se servimos para dar, então também temos direito a opinar. Nesses 400 mil euros também tem dinheiro meu e de tantos como eu.
      Por isso digo que concordo com tudo o que o Sr. Bruno Almeida diz no seu artigo.
      Se não querem que os de fora metam o nariz, então por favor devolvam-me os meus 200€.

      1. Uma opinião todos a têm, a minha escolha até que foi pelo 1ro projeto mas respeito a escolha feita pela maioria que foi votar, mais os votos da maioria da junta fabriqueira e igualmente a maioria dos representantes do clero do distrito de Viana.
        Já foram angariados mais de 250m€ desde que foram anunciados os resultados e os donativos continuam a chegar em profundo conhecimento do futuro previsto.
        Mas quem não concordar pode, se assim entender, pegar no seu recibo e pedir a devida devolução.
        Só não concordo neste artigo onde pede que se dê ao povo o direito de escolher quando isso já foi feito.

  2. Mas desde quando o Sr Presidente de câmara tem que decidir a favor ou contra? Neste caso concreto, a reconstrução da igreja de Lavradas? Agora os presidentes de câmara também decidem,ou escolhem o que outras instituições em propriedade própria decidem fazer? ( Neste caso depois de o povo que se importou ter feito uma escolha) afinal não vivemos em democracia? será que todas as vezes que não gostarmos de uma escolha arranjamos uns perfis falsos , escrevemos bonito, umas alusões ao Santíssimo, outras a dinheiro , insinuações de desvios e ai temos o povinho como queremos revoltado,a barafustar, e com isto levar as nossas ambições onde queremos, tentar reverter uma escolha, votação ,. No caso da igreja como em outro qualquer a função de um presidente ou de algum gabinete , serviço camarário, é ou aprovar ou reprovar , se reprova qual a razão para se alterar e voltar ao começo….outra vez em apreciação…..

  3. Olhe é um posição muito sensata esta porque o povo é quem mais ordena