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Leandro Morais, treinador arcuense afirma “nunca podemos dizer desta água não beberei”

O PV conversou em exclusivo com Leandro Morais, treinador arcuense adjunto do clube Al-Fayha, da Arábia Saudita, quem junto da restante equipa técnica apresentaram a sua demissão do clube.

Quisemos conhecer mais acerca do treinador que entre outros clubes, esteve à frente do Atlético dos Arcos durante quatro anos e foi o impulsionador do ressurgimento da equipa.

P.Vquais são os seus planos para o futuro?
Leandro Morais: “nós estamos à espera de resolver a situação com o clube para depois viajarmos para Portugal. A minha primeira ideia é descansar um pouco porque este ano aqui foi bastante desgastante, devido à distância da família, uma nova cultura, um novo país, toda essa adaptação. Depois o facto de ter chegado a pandemia também nos limitou o facto de pudermos viajar a Portugal. Por isso, neste primeiro momento, a minha ideia e a ideia de toda a equipa técnica é descansar, passar tempo com a família, para daqui a uns tempos tentar abraçar um novo projeto mediante aquilo que possa aparecer. Mas para já, em um futuro imediato, será aproveitar os momentos com a família, estudar um pouco e começar a preparar para a nova oportunidade que possa surgir”.
P.V: gostaria de voltar a treinar em Portugal?
L. M: “claro que gostaríamos! Portugal é o nosso país, o nosso campeonato é competitivo, tem boas equipas. Se bem que neste momento todas as equipas já têm os seus treinadores. Daí a ideia para já era continuar no estrangeiro. Mas isto no futebol é muito difícil a gente dizer o que é que nós queremos, porque no fundo é um mercado e são as oportunidades que aparecem que dizem os nossos destinos. Nós quando saímos do Boavista a ideia também era vir para o estrangeiro, mas nunca pensávamos vir para a Arábia Saudita e entre tanto apareceu esta proposta e acabamos por aceitar. Por tanto, a ideia é passar por um novo projeto no estrangeiro, se calhar na Europa, mas isto está tudo dependente das propostas que possam aparecer e que teremos de avaliar”
P.V: Ser treinador principal está nos seus planos/objetivos?
L.M: “eu já fui treinador principal no Atlético dos Arcos durante quatro anos, é uma experiência que me marcou muito, principalmente pelo sucesso que nós conseguimos alcançar no Atlético, foram momentos muito marcantes na minha carreira. Neste momento eu estou noutro papel, de treinador adjunto, em que me sinto realizado pela importância que tenho na equipa técnica, pelo valo que o Jorge Simão dá ao meu trabalho, neste momento sinto-me bem e a única coisa que penso é ajudar o Simão e a mim próprio, a crescer, a aprender, a subir patamares e a estar neste nível de futebol profissional. Não digo que no futuro não possa vir a ser treinador principal, mas normalmente não costumo fazer planos a longo prazo, nunca os fiz, olho sempre para o dia-a-dia, para o curto/meio prazo e neste momento, a minha ideia é continuar a trabalhar com o Jorge Simão e fazer com que esta equipa técnica se mantenha num patamar elevado e que continue a evoluir. O futuro logo dirá, mas neste momento  opção não passa por ser treinador principal. Mas o futebol encarrega-se sempre de nos colocar no lugar que nós merecemos por tanto, nunca podemos dizer ‘desta água não beberei’ “.
P.V: a decisão tomada pelo clube apanho-o de surpresa?
L.M: “isto não teve a ver com uma tomada de decisão da direção, foram divergências que aconteceram entre o Simão e a direção, e agora a três jogos do fim, e ainda com objetivos por cumprir, e que penso que iríamos conseguir cumprir, acabamos por chegar à conclusão que o melhor seria regressarmos a casa porque é muito importante que no seio dos grupos de futebol todos saibamos qual é o nosso papel e o Simão achou que isso não estava a acontecer e então tomou a decisão de sair e nós, como é lógico, vamos acompanhá-lo”.
P.V: uma mensagem para todos aqueles que o tem apoiado e seguido a sua carreira
L.M: “felizmente tenho tido pessoas muito importantes que me têm ajudado muito na minha carreira. Eu tenho trabalhado muito para isso também, tenho-me dedicado muito, mas desde o meu tempo de jogador que tenho pessoas que têm estado sempre ao meu lado em momentos bons, momentos maus, essas pessoas sabem quem são. Minha família, aqueles que estiveram comigo no projeto do ressurgimento do Atlético dos Arcos, e que me ajudaram a concretizar o objetivo e o sonho que eu tinha de fazer renascer o Atlético e a importância que essas pessoas têm no sucesso que tivemos nos Arcos e que depois me fez chegar a outros patamares.  Agradecer ao Jorge Simão pela oportunidade que me deu em trabalhar com ele, e continuar a trabalhar, uma série de pessoas muito importantes. À minha equipa técnica no tempo do Atlético dos Arcos, o Vítor Nuno, o Branco, o Saramago, o Ricardo, o Rui Amorim, todos esses companheiros que me ajudaram e que vou estar sempre agradecido. Eles sabem que eu não me esqueço deles em nenhum momento. Para eles, mais uma vez, um agradecimento especial por estarem sempre ao meu lado e por mostrarem que são realmente meus amigos, independentemente do momento da minha carreira ou da minha vida”.
Para finalizar o treinador aproveitou para deixar uma mensagem a todos aqueles jovens que também perseguem o sonho de serem jogadores “gostaria de dizer a todos aqueles que neste momento pensam ir para a carreira de treinador/jogador que é muito importante serem resilientes , não desistirem, nos momentos maus manterem-se fortes, quererem sempre evoluir, e estarem preparados para que no momento que a oportunidade surgir, porque acaba sempre por surgir para aqueles que são persistentes, estarem preparados para uma boa resposta porque é muito importante quando a oportunidade surge a gente dizer estou presente e mostrar competência, empenho e humildade, para não deixarmos fugir essa oportunidade. Nós na nossa zona em Arcos, Ponte da Barca, e arredores temos muita gente de qualidade na área do treino, que pode atingir outros patamares, se calhar falta mais algumas oportunidades, mas com certeza que para aqueles que trabalham, que são dedicados e que merecem ela vai acabar por surgir. Por tanto a minha mensagem é, acima de tudo, de esperança, de trabalho, de humildade e de querer sempre mais todos os dias. Esse é o meu lema, que tenho seguido, e até ao momento tenho-me dado bem com isso”.

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