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“A sério o São Bartolomeu foi adiado”?

O PV recebeu no dia de hoje o testemunho de uma pessoa que começa o seu discurso com a pergunta que encabeça este texto “a sério o São Bartolomeu foi adiado?” 

Ao que parece, as noites na vila de Ponte da Barca têm sido de festa “tal parece que estivéssemos a viver mesmo o São Bartolomeu. É ruas cheias de pessoas a passear, a esplanada e restantes cafés da avenida central da vila abarrotados de pessoas…e ontem, sábado dia 22, a tão tradicional roda do Urca, como seria habitual noutros anos, cheia de pessoas a dançarem e o passeio, cheio de pessoas a assistirem. Distanciamento entre elas, zero! E depois, aquilo que acho mais caricato, muitos deles sem máscara”. 

O testemunho chega carregado de preocupação “sou moradora na vila. E é por isto que sei do que falo. Desde a minha casa tive uma visão muita clara de tudo aquilo que tem vindo a acontecer nestas últimas noites. Mas o dia de ontem, impressionou-me. Parece que o São Bartolomeu estava mesmo a decorrer”.

‘Maria’, como assim nos pediu que a chamássemos, porque quer ter a sua identidade preservada pergunta “de que serve ter colocado novamente os carros com altifalantes para alertar a população a ter precaução -porque o vírus ainda não acabou- e depois, disponibilizar na vila todos os apetrechos para ter uma festa ‘rija’…é quiosques de artesanato, é crepes, é farturas, é luzes, é música. Tudo aquilo que incentiva à festa, ao passeio, ao aglomerado de pessoas. Que contra senso!”. 

O testemunho de ‘Maria’ é o reflexo de muitos outros comentários que -amiúde- e durante toda esta semana, se têm vindo a replicar nas redes sociais. Pessoas preocupadas com o movimento existente nas ruas e a alegada pouca consciência de algumas pessoas que frequentam a vila para desfrutar das noites de verão

‘Maria’ culmina o seu testemunho deixando uma reflexão e um pedido “sei que todos nós gostamos do nosso São Bartolomeu. Que estamos tristes, que andamos com o coração apertado. Mas acho que o esforço de ficarmos em casa vai valer a pena. E espero que toda a ‘folia’,  divertimento e alegria que tenho visto nesta semana nas ruas da vila, não se venham a transformar em lágrimas e mãos na cabeça quando os números de infetados começarem a subir e estejamos todos novamente em risco, por causa de alguns que não souberam colocar a saúde à frente da festa”.

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