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Ponte da Barca: Augusto Marinho é candidato à Câmara Municipal e a vitória eleitoral é o cenário mais provável

De acordo com a análise do PV ao jornal Notícias da Barca nº 1361, de 19/24 de agosto de 2020, tanto à entrevista de Augusto Marinho como às insinuações de outros artigos (inclusive do atual presidente de junta da União de Freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro Magalhães, conclui-se que:

  1. Augusto Marinho é candidato pelo PSD às próximas eleições autárquicas.
  2. Estão elencadas as linhas estratégicas do discurso e da ação do atual executivo para fazer face às Autárquicas 2021.
  3. Está lançada a estratégia de rebate das críticas da oposição.
  4. Não existe uma afirmação clara da oposição.
  5. Há indícios de apoios de associações de relevo e de juntas de freguesias anteriormente do lado da oposição.

Para concretizar o exposto, sustentaremos cada um dos pontos com partes do discurso exposto na entrevista feita pelo jornal ao edil barquense. Relativamente ao ponto 1, é dito por Augusto Marinho  que “confirmo ter recebido um convite da Comissão Política Concelhia do PSD para liderar este projeto nas próximas eleições autárquicas de 2021”.

Relativamente ao ponto 2, a estratégia da implementação de dinâmica Industrial e a estratégia de dinamização do Turismo são as duas grandes áreas que ocupam o discurso na referida entrevista. Na mesma entrevista Augusto Marinho refere que “Ponte da Barca é a Capital do Turismo de Natureza e Aventura e é um destino Clean and Safe”, sendo “com satisfação que vejo Ponte da Barca referenciada cada vez mais como destino turístico de referência. Para isso muito tem contribuído o investimento público efetuado pela Câmara Municipal”.

Relativamente ao ponto 3, é notória a estratégia de defesa aos ataques da oposição, nomeadamente em relação à questão da Adega de Ponte da Barca, à questão das Bolsas de Estudo, à questão do Plano contra incêndios e ao estado em que foi “encontrada” a Câmara Municipal. Todos estes casos, para Augusto Marinho, mostram que em 2017 “os barquenses confiaram massivamente num projeto de mudança e de novidade política, trocando a velha política de maldizer por uma nova forma de fazer política”. Essa forma é a de mostrar que “encontramos uma Câmara muito desorganizada, diria mesmo com graves desequilíbrios financeiros”, e de que “será mais proveitoso se todos adotarmos uma atitude mais responsável e menos incendiária em matérias sensíveis”. Além disso, o executivo através da JSD, recorda que no tempo do PS “nem sequer existiam bolsas” para se reclamar da sua escassez. E, quanto à Adega, o presidente Augusto Marinho reforça a crítica efetuada ao PS referindo que não merecem “qualquer credibilidade as insinuações lançadas por quem nada fez pelo futuro de uma das mais notáveis instituições da região”.

Ainda dentro do ponto 3, nota-se que há uma linha de argumentação, que revela a estratégia em relação ao discurso e ação nas zonas de bairro de Ponte da Barca. O recentemente criado Plano Estratégico Local de Habitação para o Município parece vir ao encontro da promessa de melhoramento dos Bairros de Santo António, Bairro Municipal e Urbanização de Agrelos. Parece estar para vir ação neste sentido, sendo dito por José Silva, presidente da Junta da zona da vila, que este executivo “colocou de lado a inércia do passado e foi para o terreno, criando um pelouro específico da habitação social”.

Relativamente ao 4 ponto, é notória a baixa intensidade e prestação da oposição em geral relativamente a várias matérias, estando os artigos existentes “espalhados” e “desgarrados”, desprovidos de mensagem de força e confiança.

Por último, a enérgica presença de associações e juntas de freguesia no elogio ao executivo de Augusto Marinho parece indiciar uma linha de ação política conjunta para 2021.

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  1. E que tal este Presidente prometer que vai construir um Campo de golfe em P DA BARCA

    R

    T
    E que tal o actual Presidente prometer um campo de golfe em P da Barca

  2. Acredito que realmente o Marinho venha a ganhar as eleições.
    Não porque é um bom presidente, aliás nem de perto nem de longe, mas sim o pior presidente que a Barca já teve. Mas infelizmente também a pior oposição. Tirando a professora Maria José Gonçalves.
    Este mandato pode descrever-se como o mandato das mentiras, traições, falsas promessas e incompetência, desnorte…em fim, não faltam adjetivos para definir.
    Traiu todos aqueles que votaram nele e que acreditavam numa mudança. Todos aqueles que votaram nele porque não queriam o Inocêncio Araújo. Todos aqueles que votaram na professora Maria José. Todos aqueles que tiveram uma promessa de emprego, por vezes o mesmo lugar ‘prometido’ a mais de duas pessoas.
    O Marinho diz que encontrou a Câmara completamente desorganizada. Pois bem, quem frequenta a câmara por algum assunto, ou é fornecedor, sabe bem que a história é bem diferente. Agora sim é uma ‘casa’ sem governo.
    Utilizaram -e continuam- a utilizar jovens inocentes e sonhadores para pegar na bandeira sempre e quando seja necessário fazer número semeando-lhes assim a esperança de que são tomados em conta e alimentando as ilusões de que um dia, poderão ter um lugar.
    Utilizaram a desculpa da dívida, até o COVID19 os salvar. Tudo era culpa da dívida. Mas nunca foi mostradada a dita -e tão falada- auditoria que foi mandada fazer, mas que nunca ninguém viu.
    Mas, infelizmente para a nossa Barca, certamente voltará a ganhar porque a estratégia está bem definida: não apostar no desenvolvimento mas sim nas jogadas políticas de namoro a presidentes de junta da oposição. E o tempo me dará razao. Esse processo foi iniciado com o amável convite feito ao ‘Dr.’ Inocêncio.
    A grande questão que se coloca a este discurso todo é a seguinte: barquenses, a vossa vida mudou para melhor em algum aspeto? Têm mais emprego? Melhor qualidade de vida? Oportunidades? Desenvolvimento? Segurança?
    Se a resposta for não, então claramente, não foi a opção certa, e faço mea culpa.
    Mas infelizmente é como dizem: cada povo tem o governo que merece e nós em Ponte da Barca não merecemos melhor porque somos demasiado comodistas, com qualquer coisinha nos compram e assim, vamos deixando passar situações graves e ouvindo promessas que sabemos que nunca vão ser cumpridas, mas não interessa ‘pelo menos o Sr. presidente sabe quem sou e um dia há de me ajudar, ele prometeu’….
    Lembrem-se: a ignorância é um instrumento cego da tua própria destruição…