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Turismo no Norte: perdas de 55,9% no primeiro quadrimestre de 2020

Devido à Covid-19 e às restrições na mobilidade e viagens, 2020 reserva um cenário negro no turismo em particular no canal Horeca (Hotéis, restauração e cafés) em geral.

De acordo com dados disponibilizados pelo INE, as perdas nas dormidas no Norte, relativas ao primeiro quadrimestre, são de 55,9% face a 2019.

O número de hóspedes portugueses é superior ao número de hóspedes estrangeiros, algo que já não se verificava há anos. No primeiro quadrimestre, são 0,53 milhões de hóspedes portugueses para 0,38 milhões de hóspedes estrangeiros.

Esta perda brutal terá um enorme efeito em todo o canal HORECA. De acordo com as previsões da AHRESP (Associação Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), cerca de 40% das empresas de restauração e 18% da hotelaria estão a caminho da insolvência devido à pandemia.

Bruxelas está extremamente pessimista: prevê uma quebra de 9,8% para a economia portuguesa em 2020, ao contrário do governo que prevê perda “apenas” de 6,9%. As previsões são de uma quebra histórica na ordem dos 14% na economia portuguesa no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.

Razões: hibernação da economia devido ao confinamento e queda a pique do turismo (de quase 100% em abril), precisamente aquele setor em que Portugal tem vindo desmesuradamente a promover. Em termos acumulados e em cadeia, e apenas no primeiro semestre, a economia portuguesa terá contraído cerca de 18%.

Relativamente ao desemprego, as projeções são as piores: de acordo com o FMI, passaremos de 6,5% em 2019 para cerca de 14% em 2020. A destruição de empresas e de emprego condicionará fortemente os anos de 2021 e 2022.

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