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Empresas de Mos, na Galiza, procuram terrenos em Portugal

Depois de uma sentença que fez incrementar o aluguer que pagavam em mais de 1.200%

As empresas, situadas em Mos, e que davam emprego a 620 pessoas, já iniciaram o processo de negociação para se instalarem em Portugal, depois de o aluguer dos terrenos nos quais estavam implementadas na Espanha incrementassem o preço do seu aluguer em mais de 1.200%, segundo informa a Associação de Empresários de Mos (Aemos).

Os terrenos da zona denominada Monte Faquinha, são legalmente propriedade da Comunidade de Montes de Tameiga, depois de uma sentença judicial que, há dois anos atrás, entregou a esta comunidade o domínio dos terrenos que, outrora, pertenciam ao Concelho de Mos.

Assim, há pelo menos 30 anos, Mos era quem geria os terrenos, autorizando a implantação das indústrias e adjudicando os terrenos mediante concurso, por 25 anos, com a possibilidade de prorroga por mais 25, tudo isto com o intuito de fomentar o emprego local e atrair investimentos.

Os pavilhões e obras construídas durante a concessão, reverteriam à favor da Câmara Municipal caso os empresários abandonassem o contrato e a prorroga pactuada, mas foi esta sentença judicial que trouxe outras regras ao jogo, e agora os empresários alegam que a comunidade de montes não admite prorrogas ao preço pautado e decidiram subir o patamar a mais de 1.200%”.

Declarando ainda que “a comunidade respeita os contratos existentes. O problema é o desequilibro do novo preço indicado. Passou a ser 12 vezes mais do que era estabelecido pelo Concelho de Mos nas suas concessões”.

Os empresários admitem estar dispostos a assumir uma subida de preço, mas não desta forma que alegam, ser exorbitante “com esta atitude parece que querem a expulsão das empresas e não favorecer o seu crescimento sustentável numa zona qualificada para o desenvolvimento industrial”, afirma a Aemos.

Os contratos vencem, nalguns casos, em 2021 e outros, a partir de 2022. Entre as empresas afetadas encontra-se o Grupo Copo, que conta com 350 trabalhadores, e cujo contrato só vence em 2025. O Grupo Redcom, que vence em 2022 e o Blanco Quintas S.A. também ele, em 2025.

O presidente dos empresários, Manuel Castro, mostrou a sua preocupação pelo possível desmantelamento industrial na zona “se a comunidade de Montes recusar os atuais contratos de cessação de direito de superfície onde construiram os seus pavilhões”. Por sua parte, Aemos também garante que as empresas da zona serão desconhecedoras do processo judicial por esses terrenos, pelo que afirmam sentirem-se indefesos.

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