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Ponte de Lima é Uma Surpresa – 14 de julho a 14 de agosto de 2020

Na próxima terça-feira, 14 de julho, às 22h00, arranca o evento Ponte de Lima é Uma Surpresa que, durante 32 dias seguidos apresentará outros tantos espetáculos, em 35 sessões, convidando-se os espectadores a regressarem aos espetáculos com segurança, num recinto especificamente preparado para o efeito, ao ar livre, devidamente fechado e delimitado, no cumprimento integral das orientações da Direção-Geral da Saúde e da legislação em vigor, com 300 lugares sentados de lotação máxima e que poderá servir de exemplo para outro eventos a organizar, em Ponte de Lima ou noutros Municípios, no decurso da fase de mitigação da pandemia.

A realizar na Praça do Pavilhão de Feiras e Exposições de Ponte de Lima / Expolima, este evento reunirá concertos, dança, teatro, circo contemporâneo, de entre outras performances, destinados a todas as idades, com entradas gratuitas, mas com bilhetes obrigatórios.

As datas de cada espetáculo só serão divulgadas com quatro ou cinco dias de antecedência, motivando a procura, alguma expectativa e maior curiosidade, uma maior atratividade por Ponte de Lima da parte de visitantes e turistas e evitando aglomerações desnecessárias que se não querem em tempos de pandemia, pelo que se divulgam com alguma antecedência os primeiros projetos a apresentar, de 14 a 18 de julho.

Na noite de 14 terá lugar o concerto de Rogério Charraz & Os Irrevogáveis. Rogério Charraz é um cantautor Sintrense, que conta já com 4 discos editados em nome próprio e colaborações com Fausto Bordalo Dias, José Mário Branco, Rui Veloso, Júlio Resende, Ricardo Ribeiro, Luanda Cozetti, entre muitos outros.

Fundou e foi um dos membros mais ativos da banda Boémia, com quem gravou os seus primeiros dois discos.

Em 2009 assumiu-se como cantautor, estreando-se discograficamente em 2012 com “A Chave”.

Nove temas dos seus quatro discos figuram em bandas sonoras de séries e novelas de televisão, fazendo o pleno entre RTP, SIC e TVI.

É compositor do tema “Encontro”, gravado pela guitarrista Marta Pereira da Costa e que conta com a participação do camaronês Richard Bona, tema que é genérico do programa “Em nome do ouvinte”, da Antena 1.

Do seu percurso fazem parte momentos como o Prémio Ary dos Santos (Festival Cantar Abril, Almada), a participação no disco “Em Busca das Montanhas”, de Fausto Bordalo Dias ou a participação na canção dos 80 anos da Rádio Pública.

O seu mais recente disco tem como título “Rogério Charraz 4.0” e é um registo ao vivo do espetáculo que nos últimos dois anos percorreu o País, passando por várias salas icónicas e pelo cartaz de festas e festivais.

Ainda em 2020 editará o seu quinto trabalho, um disco conceptual que conta com letras de José Fialho Gouveia e produção musical de Luísa Sobral.

Na noite de 15 de julho, também às 22h00, subirá ao palco a formação Still Life, composta pela italiana Margherita Abita e o violinista limiano João Silva, que mais uma vez é convidado do Município para tocar para os seus conterrâneos.

Atente-se que João Silva, violinista profissional, natural de Freixo, Ponte de Lima, é um dos 14 semi-finalistas do Seifert Competition, o mais importante concurso mundial para violinistas de jazz, cuja meia-final ocorrerá no próximo dia 8 de julho e, no caso de passar à final, a mesma terá lugar dois dias depois, a 10 de julho.

Espera-se, como é óbvio, que João Silva consiga alcançar o feito conquistar o galardão de melhor violinista de jazz do mundo, sendo de evidenciar que se trata de primeiro português a ser selecionado para tão importante certame artístico, que será transmitido via streaming devido à pandemia.

Still Life, um projeto musical sediado em Barcelona e que nasceu da fusão do violino e da voz.

João Silva (Portugal, mais precisamente, Ponte de Lima, de Freixo, onde nasceu e do Mato, onde os seus pais possuem residência), no violino e Margherita Abita (Itália), na voz, voam sobre melodias e loops criados em tempo real, proporcionando uma atmosfera mágica e magnética.

O encontro destes artistas em Barcelona converge numa performance que leva o espectador a experiências sensoriais completas.

Será também uma oportunidade para apreciarmos ao vivo temas dos seus dois álbuns, Still Life e Dream Machine, este último apresentado em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes, a 6 de abril de 2019.

A 16 e a 17 de julho, lugar para duas estreias de espetáculos de circo contemporâneo, com sessões às 19h00 e às 22h00, pela Companhia Erva Daninha, do Porto.

No dia 16 de julho, o espetáculo Ready. Guerreiros dançantes, manipuladores de armas invisíveis, sublimam a guerra numa batalha sem inimigos, num baile de defesa sem ataque. Rodeados de informação plástica e melodias dissonantes três malabaristas criam um bailado de objetos, corpos e ambientes numa composição baseada em repetições, sobreposições, avanços e recuos. Navegam entre ruídos, procuram e lutam pelo espaço vazio, seguro e silencioso. Neste espetáculo, basearam a investigação em movimentos de lutas, lutas guerreiras sublimadas e dissimuladas por danças. Agem com o malabarismo contemporâneo como linguagem de composição, malabarismo transformado e alterado mantendo a linha de risco e desafio que reconhecem na transformação do circo.

No dia seguinte, 17 de julho, nova estreia, desta feita, do espetáculo Por um Fio. Os artistas de circo não têm medo de correr riscos e assumir plenamente a responsabilidade da sua imprudência e prática indisciplinada. Através de um espetáculo de circo, dois intérpretes utilizam a acrobacia aérea como técnica para procurarem continuamente o equilíbrio entre dois corpos, usando uma corda solta com duas pontas a 7 metros de altura. Esta corda, este fio impermanente e inconstante, altera a perceção do espectador sobre os corpos em cena. Partem desta corda que enforca a necessidade de algo mais do que uma simples conexão. Dependem desta ligação, desta corda que os suspende e que os prende. Que os amarra e os segura. Qualquer ação desencadeia uma consequência no estado do outro, e é esta dependência que os obriga a confiar no outro.

A 18 de julho, Rui David apresenta-se ao vivo no Ponte de Lima é Uma Surpresa.

O músico e compositor portuense editou o seu álbum de estreia, “Contraluz”, a 20 de setembro.

Meses depois de ter dado a conhecer o trabalho que estava a desenvolver em estúdio com a sua superbanda, num concerto com lotação esgotada na Casa da Música, chegou o momento de conhecer o tão desejado disco. A concretização de um sonho antigo que regista tudo o que o músico aprendeu ao longo destes anos que tem dedicado à música.

Composto por 11 canções reveladoras da sua história, ora nas suas palavras e composições, ora nas palavras e melodias de outros como Jorge Palma, Manel Cruz, Carlos Tê, Miguel Araújo e Tiago Torres da Silva,

“Contraluz” é a confirmação de que chegou o momento de Rui David. Depois de um longo percurso dedicado às canções, à composição e à interpretação, o músico apresenta-se, finalmente, em disco e em nome próprio.

Mas não está sozinho.

A seu lado está uma banda de prestigiados músicos constituída por: Peixe (Ornatos Violeta), Eduardo Silva (Foge Foge Bandido) no baixo, Ruca Lacerda (Supernada) nas cordas e percussão e Francisco Fonseca (Supernada) na bateria.

Depois de “Sem Medo”, tema da autoria de Jorge Palma com que Rui David se destacou no Festival da Canção 2018, e do single “Homem Novo”, com letra e música de Carlos Tê, segue-se “Sol da Primavera”, composto e interpretado em dueto por Manel Cruz.

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