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A água da praia fluvial em Ponte da Barca estará realmente, apta?

A discussão está acesa em Ponte da Barca. O PS acusa o Executivo de estar a tentar esconder a má qualidade da água. O executivo defende-se dizendo que de acordo com a APA (Agência para o Ambiente), e no seguimento de uma notícia da Barca FM, “segundo resposta enviada pela APA à Barca FM”, “no final da época balnear de 2018 a água balnear de Ponte da Barca, foi classificada recorrendo aos dados obtidos nas épocas balneares de 2018, 2017, 2016 e 2015, tendo obtido a classificação “má”.

Adianta a Barca FM que com base nesta classificação, a “APA decidiu não identificar esta água balnear na época balnear de 2019. Não tendo sido identificada em 2019, a classificação anual da qualidade válida é a de 2018”.

O Pasquim da Vila foi visitar o site oficial da APA. No seu site, em https://apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=906&sub2ref=916&fbclid=IwAR1SLhHhE5_qweJsfS3nYB29Xv1fHJ5MEvDmNcpIr22GdCHoBjq4-9Q2mmc#Interiores, é possível reparar que as indicações sobre a qualidade da água para 2020 são de: ‘qualidade má’. Entre as praias catalogadas de ‘interior norte’, a praia fluvial de Ponte da Barca é a única considerada como ‘má’ entre todas as praias classificadas na lista (ver imagem 1)

No interior do site da APA, encontramos ainda um PDF descritivo que resume o parecer da APA. Pode consultar o documento em: https://apambiente.pt/_zdata/Divulgacao/Aguas_Balneares/ARH_Norte/PerfisAguasBalnearesBilingues_2020/ponte_da_barca/pontedabarca_PTCQ7E.pdf.

De acordo com esse relatório, está escrito que as “potenciais fontes de poluição microbiológica da água balnear” são as seguintes: “Contaminação fecal, que pode ter origem principalmente no rio Vade, na rede de drenagem pluvial e na rede de saneamento, existentes no local”.

Isto está em linha de conta com alguns vídeos que já foram noticiados pelo Pasquim da Vila:

Independentemente da qualidade da água ser boa ou má ou dos argumentos de ambos, a verdade é que a praia fluvial de Ponte da Barca está a começar a ter cada vez mais gente, agora que o verão chegou gente. Há já crianças a brincar na água.

A pergunta que se impõe é: e se a água estiver mesmo imprópria?

Quem se responsabiliza?

Se calhar, mais vale prevenir do que remediar.

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