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O mais difícil deste confinamento? Estarmos a sós connosco!

Se há uma coisa à qual esta quarentena nos têm obrigado é ao silêncio. E o silêncio, quando acompanhado só de nós próprios, é muito perigoso! É no completo silêncio que ouvimos tudo aquilo que no nosso dia-a-dia atarefado, calamos.

É neste confinamento que temos a certeza absoluta daquilo que já sabemos (que há muito sabemos) ao nosso respeito, e a respeito dos outros, mas que o ruído da rotina nos faz esquecer de uma forma muito conveniente. Estar connosco próprios é, sem dúvida alguma, o mais difícil desta quarentena. Não estamos habituados a nos ouvirmos e temos ganho a consciência de que somos capazes de dizer coisas assustadoras ao nosso respeito e é precisamente por isso que vivemos constantemente a nos mandarmos calar a nós próprios. Porque a verdade pessoal é aquela que mais mói!

Depois de tudo isto passar nada ficará igual, de isso tenho a certeza, e sinceramente, espero que assim seja! Espero que no final, quando tudo isto acabar, possamos estar familiarizados connosco próprios. Espero que nunca mais precisemos de calar o nosso interior com a rotina frenética do dia-a-dia. Que finalmente consigamos resolver tudo aquilo que sempre soubemos que estava mal connosco, e com o nosso entorno, mas que jamais tivemos a coragem de o aceitar ou modificar.

Este confinamento obriga a um olhar introspetivo e gosto de pensar que haverá muitos renasceres  depois de tudo isto acabar. A terra estará sem dúvida, muito menos poluída, e quem sabe, nesse momento encontraremos muitas aves Fénix a voarem por fim, livres de aprisionamentos.

Vanessa Reitor

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