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Mais uma gravidez adversa! Ser grávida em tempo de pandemia!

Ser mãe é o melhor presente que o Universo me proporcionou. É o amor na sua máxima expressão. Há mulheres que não gostam do estado de gravidez. Amam os seus filhos, adoram ser mães, mas não gostaram de todo o processo. Muitas confessam que se sentiam como se estivessem a viver num corpo que não era o delas. Eu, pelo contrário, confesso que sempre gostei de me ver e sentir grávida.

Quem conhece a minha história deve estar a pensar que sou realmente maluquinha ao afirmar que gosto de estar grávida, quando as minhas gravidezes foram -sempre- tão complicadas. Só tenho uma filha, a Camila, tem quatro anos, é a minha primeira filha, mas não foi a minha primeira gravidez. Antes dela estive grávida, mas perdi o meu bebé com 27 semanas de gestação (quase 7 meses) um golpe muito duro e que nunca mais se esquece, garanto-vos ☹

Passado meio ano da perda do meu primeiro bebé, e com a devida autorização médica, avançamos para a nossa segunda gravidez. Confesso que com muita esperança, mas também muito medo à mistura. Tudo parecia estar a correr lindamente e o medo começou a desaparecer, até que, por volta dos quatro meses de gestação, um forte sangramento nos fez pensar que tínhamos perdido o nosso segundo bebé.

Aquela viagem até ao hospital foi um suplício. Quando a médica me deitou para fazer a ecografia e perceber assim o que estava a acontecer, toda eu tremia de medo. Pensava que tinha perdido mais um bebé e a dor que sentia fazia-me estar naquela maca, petrificada, com as lágrimas a escorrerem sem parar.  Jamais me vou esquecer das palavras da médica “então mãe? Não quer ver o seu bebé?! Confesso que fiquei muito confusa ao ouvir aquela frase porque eu pensava que já tinha perdido a minha bebé. Perante a insistência da médica virei o meu rosto para o ecrã e lá vi a minha pequenita. E quando ouvi o coração dela a bater! Só ali é que o meu voltou a bater também!

A prova tinha sido superada. O nosso bebé estava bem, só precisava repouso absoluto pelos próximos dois meses para não correr o risco de a perder. E assim foi. Fiquei confinada à minha cama para salvar a vida da minha pequenita. E venci, vencemos! Ela nasceu, saudável e lindíssima, claro! 😊

Passados quatro anos de ter sentido aquele amor infinito, e que não para de crescer, eis que enfrentamos uma nova gravidez! Entrei agora no segundo trimestre e confesso que de todas as minhas gravidezes, esta é aquela em que me tenho sentido mais calma. Tirando alguns enjoos e tonturas não temos vivido qualquer susto, mas novamente vivemos uma gravidez atípica, enfrentando agora, uma pandemia mundial!

Foi-me pedido para ficar em casa. Faço parte do grupo de risco por ser asmática. A ecografia das 12 semanas, a primeira e mais importante, ainda não foi feita. Os hospitais e clínicas privadas estão a viver um caos e o meu médico está a estudar qual a melhor solução, ou pelo menos a menos arriscada, para eu ir fazer a ecografia -urgente- na segunda-feira. Confesso que a calma que estava a viver até agora, começa a dar passo ao receio. Aqui estamos nós, mais uma vez, a viver uma gravidez com muitos altos e baixos!

Agora percebem o por quê de eu dizer que todas pessoas que conhecem a minha história acharam uma loucura eu continuar a querer ter filhos?! Nenhuma das minhas gravidezes foram fáceis. Foram vividas sempre com muita alegria, mas também muita soçobra. Por isso, quando ouço constantemente na televisão a frase ‘vai ficar tudo bem’ até fico toda arrepiada porque para mim essa frase tem um significado ainda mais especial! Ainda não sabemos se o nosso bebé é menino ou menina, mas já sabemos que é um guerreiro e que também ele, sairá vitorioso desta guerra desigual que agora travamos contra o inimigo invisível.

A todas as grávidas deixo a minha força e palavra especial de carinho

Lembrem-se, vai ficar tudo bem! 😊

Fiquem em casa!

Fiquem em segurança!

Vanessa Reitor

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