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Os barquenses falaram

Pela primeira vez desde a sua ainda curta existência, o Pasquim da Vila Digital aplicou um inquérito para perceber os níveis de satisfação/insatisfação dos barquenses face à política em Ponte da Barca. Esta é mais uma prova que o Pasquim da Vila não se fica pela mera observação ou mera constatação de acontecimentos. De modo proactivo, procura interagir com os cidadãos e criar verdadeiras dinâmicas sociais.

Assim, entre os dias 15 e 20 de dezembro de 2019, um inquérito via Google Forms circulou pelas redes sociais (Facebook e Instagram). De modo “patrocinado”, este foi programado para atingir apenas cidadãos residentes no concelho de Ponte da Barca com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos.

No geral, os resultados obtidos são fantásticos e surprrendentes: foram alcançados 5948 barquenses. Desses, cerca de 2437 interagiram com a publicação, entrando primeiro no site do Pasquim da Vila e depois no formulário de respostas. No final, obtivemos 361 respostas, distribuídas do seguinte modo:

Com esta amostra alcançada, há, no entanto, um reparo importante a fazer: existe um excessivo peso de respondentes com idades compreendidas entre os 35 e os 49 anos (52,5%). Este peso excessivo reflete o grupo etário mais comum entre os utilizadores de Facebook (a rede social que nos gerou maior número de respostas). O baixo peso percentual das faixas etárias “50-65 anos” e “+ de 65 anos” retira alguma força à comparação estatística de resultados, isto se utilizarmos como termo de comparação a distribuição etária dos respondentes nas últimas eleições autárquicas. Já relativamente à distribuição dos votos por género, a amostra está bastante de acordo com a distribuição estatística das eleições anteriores (ver, a este respeito, os dados da Comissão Nacional de Eleições).

No que concerne à distribuição da amostra por freguesia, importa sublinhar a forte adesão geral. A distribuição da amostra ficou genericamente dentro dos parâmetros populacionais do concelho de Ponte da Barca, ainda que a União de Freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães se encontre ligeiramente inflacionada (com 48,3%, situa-se 14,6% acima do valor referente às autárquicas de 2017).

Indo agora, concretamente, às respostas obtidas, é muito interessante constatar que em 88,5% dos casos os respondentes disseram ter votado nas eleições autárquicas de 2017. Assim sendo, iremos perceber mais adiante se estamos ou não na presença de significativas alterações na intenção de voto passados dois anos de mandato.

Destes 88,5% que dizem ter votado em 2017, cerca de 63% mencionou ter votado no PSD, 24,1% no PS, 9,3% diz ter votado em branco ou nulo e 3,7% diz ter votado na CDU. Nenhum dos respondentes afirmou ter votado no CDS.

 

Ora, a resposta a esta questão está relativamente deslocada face aos resultados de 2017. Recordamos que em 2017 os resultados foram os seguintes: PSD (54,15%), PS (40,14%), CDU (1,39%), CDS (1,28%), em Branco (1,81%) e Nulos (1,24%). Como é possível observar através do gráfico 5, as respostas não seguem o peso dos resultados reais, mencionando uma porção de votantes no PSD acima do valor realmente obtido e uma porção de votantes no PS muito abaixo do obtido nas eleições de 2017.

 

É precisamente neste ponto que a análise começa a ficar muito interessante. Ao contrário do que seria de esperar, a percentagem daqueles que votariam hoje nestes partidos está longe do que seria de esperar – a julgar por aqueles que disseram ter votado em 2017.

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