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A CADA COCHINO LE LLEGA SU SÁBADO!!!

O povo venezuelano, do qual faço parte pela minha naturalidade, é rico em provérbios populares, cheios de sabedoria e realismo. Um dos meus preferidos, é o que intitula este texto: “a cada cochino le llega su sábado”. Numa tradução rápida, sem qualquer tipo de rigor linguístico, seria algo assim como: “cada porco tem a sua hora”, referindo-nos a que cada um de nós tem o seu momento, e mais cedo ou mais tarde, teremos o nosso retorno.

Tudo aquilo que fazemos, nas diferentes esferas da nossa vida: pessoal, laboral, social, tem repercussões. Somos seres individuais, mas precisamos de viver em sociedade, e já deveríamos saber que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do nosso semelhante. Somos livres de fazermos, dizermos, e vivermos da forma como nos valha, por isso estamos dotados daquilo a que chamam de: livre arbítrio…mas o bom senso tem de imperar, sempre! A luta pelo poder, o ego desmedido, a ambição, a luxuria, são maus conselheiros. Nesta sociedade violenta e voraz, sentimo-nos por vezes, como os atores do filme “The Hunger Games (jogos da fome)”, em que de repente, tudo vale, tudo é plausível, todos somos capazes de tudo! E assim, somos testemunhas de como dia após dia, a decadência, o desrespeito, a falta de lealdade inunda todos e cada um dos cenários sociais. E assim, os ambientes laborais ficam com uma atmosfera -quase- irrespirável; as amizades desvanecem; as famílias desmembram-se…

Relembremos então, que cada um dos nossos atos acarreta consequências e que o deslumbramento que algumas situações nos possam oferecer, rapidamente acabam quando a maré da sorte nos abandona e é ali que sentimos que também chegou a nossa hora e que fomos -sem nos apercebermos- artífices da nossa própria sorte, ou da falta dela!

Vanessa Reitor

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  1. Parabéns. Estou a gostar muito do vosso trabalho. Continuem a dizer o que mais ninguém tem coragem de dizer. Já gostava da versão em papel, mas agora é a cereja no topo do bolo.