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PASQUINADAS DO JOAQUIM

GOD SAVE THE QUEEN

 

Vi numa revista estrangeira do social a Rainha Elizabeth II no Royal Garden Party deste ano. A querida senhora envolvia a sua gentil figura que já conta 93 anos, num tailleur rosa desmaiado, naturalmente com chapéu e sobrinha a condizer. E não escondia aquele suave sorriso com que contempla quem a rodeia e que quem a conhece sabe ser seu apanágio.

A Rainha foi de grande generosidade ao atribuir-me o grau de Honorary Commander da Victoria Order por serviços que lhe prestei na década de 70,não fazendo eu mais na circunstância do que cumprir a minha obrigação ao contribuir para aproximar ainda mais as duas nações que têm a uni-las a mais velha aliança histórica.

A última vez que pude privar com Sua Majestade foi a bordo do iate real “Brittania”, durante uma recepção que a Coroa ofereceu numa visita real a Lisboa nos anos 80, e para a qual tive o privilégio de ser convidado. Foi uma conversa necessariamente breve, a sós com a Rainha e com o principe consorte Filipe, no fim da qual me deram uma fotografia oficial da Raínha, com dedicatória pelo seu punho que, naturalmente, conservo com orgulho.

Às vezes ouço alguns ignorantes rirem-se da Rainha. Não conhecem a História, não a viram de farda militar de trabalho a conduzir camiões ou ambulâncias durante a II guerra mundial como o meu querido amigo Fernando Peça me descrevia. Nem privaram com ela para distinguirem a diferença entre esta figura simpática e respeitável que todo um povo adora e os labregos com que aqui somos  forçados  a conviver.

Vim uma vez a Lisboa numa viagem do Principe Felipe, que fez questão de participar na aterragem do avião da RAF que nos transportava e que, devo confessar, me não deixou muito tranquilo.E tomei um pequeno almoço no Forte de São Julião da Barra com o Principe Carlos e a Princesa Diana numa visita dos dois a Lisboa.

Eis os meus contactos com a realeza do País que durante anos me acolheu com grandeza e me aceitou a trabalhar numa das suas mais prestigiadas instituições. Por mim, sem deixar de ser português e republicano não hesito um segundo em proclamar “God Save the Queen!”

 JOAQUIM LETRIA

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